Oficina Participativa

Território de Homens e Lobos

Fafião, a “Aldeia de Lobos” tem o prazer de o convidar para mais uma iniciativa neste Pólo de Ecomuseu de Barroso, a Vezeira e a Serra. Desta vez o tema é mesmo o Lobo Ibérico, terá a participação activa das entidades mais ligadas à espécie, o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas), o CiBio, o Grupo Lobo e a ACHLI, com apoio do Cabril Eco Rural, da Associação Vezeira de Fafião, da Junta de Freguesia de Cabril e do Ecomuseu de Barroso (Câmara Municipal de Montalegre). A organização deste evento está a cargo da Suzane Marcuzzo que representa a Universidade Federal de Santa Maria (Brasil) e o seu Núcleo de Estudos em Áreas Protegidas juntamente com a Universidade do Minho. O Título “Território de Homens e Lobos” sugere uma Oficina participativa ou Workshop onde se debaterá e trabalhará em prol do Canis Lupus Signatus. O povo é convidado a participar, das mais diversas áreas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e em conjunto com as entidades perceber e opinar sobre a interacção e integração da espécie em Território do Parque Nacional. Convidamos então, desta forma, todos os apaixonados a virem também assistir a este evento que promete levar o saber a todos os interessados. A data do evento é dia 16 de Junho (Domingo) pelas 14h no Ecomuseu de Barroso, Pólo A Vezeira e a Serra em Fafião. Contamos com todos vós.

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O Festival Aldeia de Lobos pretende Conservar e Restaurar Património.

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A Presença da Dalmática.

Quem é a Dalmática?

   A Dalmática surge a 1 de Fevereiro de 2007, vocacionada para a conservação e restauro de arte sacra. Começaram por intervir em esculturas e altares de igrejas, mas depressa se expandiram a tectos interiores e mobílias.

 No mesmo ano da fundação, criaram a experiência na criação de mobiliário contemporâneo para o recheio de igrejas, bem como alargaram as suas competências à intervenção em construção civil e arquitectura.

  Actualmente, trabalham também nas áreas da história, arqueologia e antropologia, assim como na criação de obras de arte pontuais, mediante solicitação.

 

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Objectivo da Dalmática

 A Dalmática visa superar os objectivos dos clientes, oferecendo a maior qualidade aos mais baixos custos. Deseja surpreender com a abrangência e com o rigor dos seus serviços, vincando sempre a filosofia de defesa do património e pugnando pela sua protecção e manutenção no tempo.

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Relevo Internacional

   Iam por cinco meses, mas ficaram 10, e os trabalhos, que passavam pela conservação e restauro do retábulo-mor da Catedral do Panamá, com 21 metros de altura e nove de largura, acabaram por estender-se também ao restauro de duas pinturas sobre tela, duas pias de água benta, um retábulo lateral e um monumento funerário. Descobriram e efetuaram ainda a conservação de uma pintura mural com cerca de 250 anos.

   A intervenção dos 20 técnicos da Dalmática, empresa de Lousada, foi inaugurada, este sábado, pelo Papa Francisco, no âmbito das Jornadas Mundiais da Juventude, que reúnem milhares de jovens. “As imagens do Santo Padre no cenário que nós restauramos vão correr mundo. É algo sem medida. Isso enche-nos de orgulho e vai abrir-nos portas”, afirma Marlene Maia, responsável pela comunicação da Dalmática.

Já conheciam bem o território e a arte sacra que havia para recuperar quando o país decidiu avançar para a requalificação do património, preparando-se para receber as Jornadas Mundiais da Juventude. “A Catedral estava em péssimas condições de conservação e o objetivo da Dalmática era fazer aquele restauro quando fosse avante”, assume Marlene Maia.

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   A obra total foi conquistada, em concurso internacional, por um consórcio de empresas espanholas. Os lousadenses dedicaram-se então a tentar mostrar que a Dalmática era a melhor para o trabalho na parte do restauro. “Fomos escolhidos pela valia técnica da proposta de conservação pela força dos nossos profissionais”, acredita.

   Os primeiros profissionais foram para o Panamá em janeiro de 2018. Iam por cinco meses para realizar uma intervenção no retábulo-mor, com vários problemas identificados. “Cada quase milímetro de madeira teve que ficar acessível”, explica Marlene Maia. A obra foi supervisionada de perto pela presidência da República do Panamá e pelas autoridades religiosas que acabaram por escolher a Dalmática para restaurar outros elementos patrimoniais: um retábulo lateral e um monumento funerário, em mármore, duas pinturas sobre tela e duas pias de água benta em pedra. Durante os trabalhos, a equipa encontrou ainda uma pintura mural, atrás do retábulo-mor, que também foi alvo de trabalhos de conservação.

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   Com tudo isto, “cresceu em dobro o tempo de permanência e também cresceu em dobro a equipa da Dalmática” no terreno. E graças aos resultados a empresa tem agora “um mercado de portas abertas”, tendo em cima da mesa pedidos de propostas de intervenção não só no Panamá, mas também noutros países daquele continente.

   Ao todo 17 profissionais estiveram lá fora e outros três coordenaram o processo em Portugal. A equipa de António Sousa foi a primeira a intervir na estrutura de madeira. “Estive lá quatro meses. Fizemos a substituição de madeiras velhas por novas e o preenchimento de lacunas, já que os bocados podres eram bastantes, e fizemos tratamento para consolidar e desinfestar”, refere. Subir e descer 20 metros de andaimes várias vezes por dia e enfrentar o calor foram as principais dificuldades. “Pegava-se numa t-shirt de manhã e de tarde tínhamos que pegar noutra porque ficava húmida”, conta. “Foi uma boa experiência, enriqueci”, garante, apesar de tudo, António Sousa.

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   Já Sofia Lobo ficou 10 meses, vindo a Portugal apenas em períodos curtos. O mais difícil foi a distância da filha de oito anos, que era contornada com videochamadas diárias. No trabalho que efetuou a equipa de revestimento, a principal dificuldade foi o levantamento do repinte das colunas principais que “deu dores de cabeça” e obrigou a um trabalho pormenorizado com bisturi. “O retábulo estava muito deteriorado. Tivemos que fazer uma limpeza geral e fixar tudo o que era pintura original”, refere a técnica de conservação e restauro. Ter o altar a que dedicaram tantas horas agora consagrado pelo Papa é “uma sensação muito especial”, assume.

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Depois do Panamá e do Papa, Fafião

   O grande objectivo desta empresa é a conservação e manutenção de Arte Sacra, no âmbito do Festival Aldeia de lobos pretende-se que venha fazer algo extremamente importante e interessante, uma demonstração de como se restaura uma peça de Arte Sacra, e nos dois dias do Festival, estará cá representada com a sua equipa para tornar possível, não apenas aos visitantes, como ao povo Fafioto vislumbrarem  a arte de fazer renascer uma peça imponente e importante para a Aldeia. Um contributo digno de uma grande empresa já com tamanho nome internacional e também um dos grandes pontos diferenciais deste festival que promete animar este Verão dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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Aldeia de Lobos

Festival Aldeia de Lobos, o mesmo conceito, muitas novidades!

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   Este ano o conceito do festival é o mesmo, mas será o festival feito nos mesmos moldes?

    Não, a organização que levará a cabo este festival prepara-nos imensas surpresas, o conceito continua a ser trazer cá povo de todas as idades e gostos musicais, e abraçar cada vez mais a nossa população. A conferência de imprensa dada no passado dia 1 de Maio pelo Valter Afonso e pelo Tiago Pereira, elementos da organização deste ano, abriu um pouco do véu sobre o que poderemos contar no festival deste ano.

    Um curto vídeo de alguns minutos chegou para perceber que há imensas novidades, nomeadamente no campo musical, teatral e em novos artistas ligados aos mais diversos segmentos da arte em si. De realçar que algumas presenças estarão novamente entre nós, destacamos alguns exemplos, Nuno Velho, com as suas esculturas em madeira que juntam a harmonia do “carving” com o universo de fantasia associada à lenda, ao misticismo e à cultura folk. Fará parte também deste Festival o Jorge Leal, criativo que o ano passado nos brindou com as suas máscaras típicas de tradições do Barroso, um legado histórico-cultural que pretende de uma forma coerente permitir que nunca se esqueçam algumas das figuras mitológicas do entrudo. Teremos ainda Mak e Zé Gomes, igualmente presentes no ano passado, que nos trazem uma exposição de quadros e esculturas abstractas com utilização de materiais ligados ao mundo Natural.

   E agora as novidades no mundo da música, as bandas que estarão presentes neste festival são uma aproximação ao seu próprio conceito, um maior equilíbrio cujo objectivo é aproximar também o povo de Fafião, de Cabril e de Montalegre, a nova gestão do Festival brinda o povo com uma festividade sonora única.

   Os Bed Legs, são uma das bandas emergentes no mundo da música, situada algures entre a reivindicação de um Blues musculado e o descomprometimento do Rock n Roll, a música de BED LEGS é marcada por uma constante “tertúlia” entre uma voz de charme e um power trio de intervenção. Música embebida, entornada e enrolada em melodias que despertam a maior das emoções e sensações numa roda-viva que brota vivências por todos os lados.

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   Farão também parte desta ode à musicalidade os Terra Livre, a tecer uma nova vivência, a criar uma consciência. Banda-semente, banda-raiz, banda-fruto; canções que expressam a vontade de ser como a Terra. Inspirados pelos ciclos naturais, o seu espectáculo, é um momento de harmonia que partilha o amor pelas diferentes culturas do mundo.

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   No que serão considerados os cabeça de Cartaz para este ano, o Festival Aldeia de Lobos conta com uma magistral presença para animar o público quando a noite for bem  mais longa, o famoso produtor, compositor e Dj da música house, Miguel Rendeiro que prometerá animar as hostes mais resistentes no Palco do Fojo do Lobo.

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   O Aldeia de Lobos trás para o seu dia de abertura, sexta-feira, 28 de Junho, a personalidade mais carismática de Montalegre, conhecido pelo país inteiro. O Padre Fontes trará consigo a cultura pagã que ainda está bem assente nas tradições de muitas terras do Barroso. Nascido e criado ali na região, após se tornar sacerdote, optou por exercer o sacerdócio na região onde nasceu. Ali, junto com as tarefas sacerdotais, foi desenvolvendo um jeito especial de convívio com os seus paroquianos: não desprezou a tradição cultural do seu povo, da sua gente, ao contrário, tornou-se um estudioso dessas tradições e as vêm cultuando para que não caiam no esquecimento. Veste-se a caráter, virá trazer até nós a famosa queimada, uma bebida para espantar bruxas e demônios, e enquanto se prepara a queimada o Padre Fontes com seu vozeirão vai rezando o “Esconjuro”.

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   Este ano, e de forma a ligar ainda mais a Freguesia de Cabril, como que saído dos recônditos povos que por cá coexistiram em comunhão com a natureza, teremos Ulisses Pereira, que é muito mais que um contador de histórias, erudito, é um museu vivo.
Envolto em misticismo, expira fumos que lembram lobos, e as sombrias fábulas das nossas serras. Fará parte do Festival Aldeia de Lobos, para mostrar o quão importante é saber para onde vamos, sem nunca esquecer de onde vimos! 

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   Para terminar, até porque, ao longo do tempo que falta, vamos desvendando todas as novidades, gostaríamos de falar de três delas. Os três novos espaços que prometem engrandecer este festival, o Espaço Júnior, destinado a todas as crianças, monitorizado por especialistas na área com muitas diversões que criarão certamente centenas de sorrisos nas crianças não apenas da freguesia mas como das que nos visitam dos quatro cantos do país. O Espaço Zen, uma zona de lazer criada para poder apreciar um tipo de música que promete relaxamento, paz e harmonia enquanto desfruta de uma paisagem magnífica para a Serra, para o Rio e para a ecléctica zona histórica de Fafião. Concluindo uma abertura aos novos espaços, teremos também uma Adega, onde muitos dos produtos que nos definem como Alto e Baixo Barroso estarão presentes para que o povo os possa contemplar.

   Acompanhem as novidades através desta nossa página; como das páginas oficiais do Festival Aldeia de Lobos nas redes Sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/festivalaldeiadelobos/

Facebook: https://www.facebook.com/aldeiadelobos/

Lugares Mágicos

À Descoberta de Fafião

   A aldeia mais setentrional de Montalegre oferece a todos os seus visitantes momentos de lazer ímpares. Para além das suas tradições, eventos culturais e também da gastronomia do baixo Barroso, Fafião é acima de tudo uma aldeia inserida dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Num enclave de rios, numa cota acima dos 400 metros a aldeia tem vistas privilegiadas sobe os vales dos rios Cávado e Fafião, uma introdução de luxo para quem vem em busca da riqueza paisagística, da contemplação natural, e perceber uma das regiões mais selvagens do nosso país.

   “Não é uma região muito fácil”, dizem alguns turistas quando nos visitam, e é perceptível a grande dificuldade que há, mesmo para quem deseja percorrer o nosso acessível PR01 de Montalegre, os seus 12,5 quilómetros tornam-se complexos à medida que vai apresentando nas suas passagens subidas e descidas de grande clivagem. Acaba por ser uma terra que para se conhecer é preciso andar, é preciso explorar, e talvez essa seja mesmo a grande essência, pois o foco é, e sempre será o turismo de natureza, o turismo sustentável. Poucos são os espaços à face da estrada para o turismo de massas, que é considerado tóxico, não pela sua presença como é óbvio, mas pelo rastro de sujidade e danos que deixam neste meio.

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Sobre Barjas

   As famosas fechas de Barjas são um conjunto de pequenas cascatas que encontram no final do Rio Arado o seu apogeu. Centenas de turistas todos os anos ocorrem ao local durante o verão para usufruir do que são as cristalinas águas do Parque Nacional. curiosamente Fafião tem também um pouco do seu território no término do rio, dado que este se funde com o Rio Fafião. O poço final integra o próprio rio, e é talvez o local dentro das fechas mais procurado, infelizmente é um dos locais mais perigosos, e a falta de cuidado por parte dos visitantes já gerou mais de uma dezena de mortes nos últimos anos para além dos infindáveis acidentes não mortais.

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Os Segredos bem Guardados

   Fafião compreende um vasto território, tal como vastos rios, apanhando o Conho, o Cávado, o Fafião e o Laço numa dança da água que serpenteia o Parque Nacional. Há de tudo um pouco para quem decide deixar a estrada para trás, mas até para isso é preciso atenção, ou um guia especializado da terra como em qualquer local do Parque Nacional, não é fácil aceder ao paraíso, tem os seus perigos, quedas essencialmente e a eminência das pessoas se perderem. Não obstante, existem locais de uma beleza única que vale a pena pagar para visitar. Há praias de rio escondidas por entre arvoredos, existem lagoas que sustentam essas praias de uma pureza quase indescritível, poços perdidos entre rochas tão fundos e tão límpidos que um salto é quase obrigatório dentro da segurança que deve ser medida consoante a responsabilidade de cada um. A maior parte destes locais são desconhecidos pelo povo, e mesmo nós na Aldeia quase nem nos atrevemos a marca-los ou deferir os seus nomes. São mesmo assim secretos.

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Os Poços Camuflados

   Fafião pretende preservar os seus majestosos pontos quentes, mesmo em épocas onde não reside o calor, há locais que para serem falados têm que ser descobertos por aqueles que vêm à sua procura, nos poucos cafés não se distribui os poços como parte da ementa do café da manhã, e normalmente vemos os turistas serem distribuídos pelos vários locais que toda a gente já sabe que serão vistos sempre como um turismo de massas.  Uns vão para Barjas, outros para as Lagoas do Fafião, por vezes para o Arado, ou para Pincães, e aqueles que pretendam andar uns 9 quilómetros normalmente vão até aos Poços Verdes do Sobroso vulgarmente conhecidas como as Sete Lagoas. No que concerne aos poços e cascatas de todos os rios do Parque Nacional que gerariam deslumbre, vai-se mantendo no segredo dos Deuses, mas elas existem, e podem e devem servir de imagem para exploradores continuarem a sonhar com locais como esses que fazem bem parte de um país cuja beleza é desconhecida pelos seus habitantes.

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Cascata Muralhada

   No interior de um dos Rios, reside umas das mais belas cascatas do Parque Nacional, dentro do território de Fafião, chegar lá não é impossível, mas é de extrema dificuldade, a subida é de rocha em rocha, como é hábito nos cursos de rio, mas aqui estas são diferentes, os graníticos polidos são enormes, aguçados alguns, e o rio afunila de tal maneira que o sol não entra. As paredes que o ladeiam são elas com mais de 300 metros, e à medida que nos vamos aproximando da muralha, o grau de dificuldade vai aumentando, como se não quisesse ser vista. E talvez seja melhor assim, longe da vista, e perto do coração.

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Esmeralda

   Cada vez mais conhecida, esta é considerada uma das pérolas de Fafião. Usado pelos seus residentes no Verão é talvez o poço mais acarinhado pela Aldeia. A sua protecção já começa a ser complexa, mas em conjunto com as empresas de turismo de natureza que operam na nossa terra, tem-se conseguido manter limpo e saudável. Existe uma quantidade de peixe que não deixa margem de dúvida na qualidade das suas águas.

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O Poço de todos os Sonhos

   Num dos locais mais inóspitos, enfragado entre muralhas verticais, eis talvez um dos maiores, se não o maior poço do Parque Nacional, o seu nome é quase proibido de pronunciar, a sua localização é tão complexa sendo de dificuldade extrema o seu acesso, vai valendo a inexistência de qualquer trilho para o aceder, bem como  a impossibilidade de o visualizar de qualquer ponto geográfico. Existe, é uma verdade, mas explorar este colosso é como a descoberta do El Dorado na Amazónia. A sua única entrada por terra é através de um bosque cerrado, há tojo, urze, carqueja em dimensões que providenciam um muro natural, e quem o atravessa sai penalizado bem como com a incerteza do caminho tal é a sua densidade que cega e desnorteia podendo sem puxar o aventureiro para um dos precipícios de 100 metros. Ladeando as zonas de despenhadeiro  aparece um bosque estranho de árvores centenárias autóctones cujas folhagens, troncos e ramos se encontram misturados pelo chão, como se as árvores estivessem todas deitadas, mais uma vez tudo tão denso e húmido que se confirma ser um dos locais de habitat da víbora cornuda, um autêntico berçário da espécie. Não existe saída para baixo pelo rio, a não ser um penhasco com possivelmente 40 metros e para cima a cascata cai na vertical de uns 7 ou 8 metros. O que tem de difícil este local tem de beleza. E os registos fotográficos existentes falam por si.

O Fosso

   Outro local bem escondido, pertença absoluta de Fafião é um fosso aquático cuja beleza faz lembrar as densas regiões de selva equatorial, a sua densidade florestal é única, dizem que as águias fazem morada nos seus elevados baluartes apenas acessíveis através de escalada vertical. Mas como não é zona de fácil acesso, nem de escalada, a fauna e a flora vão repousando e levando a vida longe dos olhares dos transeuntes. Fica o registo de mais um ambiente fafioto que serpenteia ao longo de alguns quilómetros por onde a violência das suas águas no passado rasgaram a pedra e ganharam o seu espaço. A imponência da rocha em Fafião é quase uma imagem de marca, na maioria destes locais o Sol entra apenas por breves instantes, e isso reflecte-se na vegetação densa e húmida mesmo em alturas em que o Verão fustiga com o seu calor.

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Longas Caminhadas

   Para os amantes de percursos pedestres, nas suas transições serra adentro, bastante este poço já não é uma novidade, ladeado por graníticos caiados é uma autêntica piscina no formato de um oito, as suas águas cristalinas são apetecíveis para mergulhos em qualquer altura do ano, é hipnótico para todos os que os visitam.

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Resumindo

   Há ainda o famoso Poço Azul, que para os habitantes da Ermida e mesmo para os de Fafião é conhecido como Poço Verde, partilhado pelas duas regiões dada a sua localização geográfica ser fronteiriça entre Montalegre e Terras do Bouro, é talvez um dos três locais mais cobiçados pelos turistas na época balnear geresiana. É também um local onde a sujidade tem chegado com frequência, porque tristemente a maioria do povo nacional está habituado a deitar tudo para o chão. É algo que o nosso sistema educacional não previu, um assunto que a ser debatido com seriedade nos levaria a mudar a sociedade portuguesa no que diz respeito a educação ambiental. Regular estes espaços não seria tarefa fácil, talvez em locais como a Fecha de Barjas ou o Arado se pudesse decretar como praias fluviais com vigilância diária. Desta forma não haveria lixo, ou haveria punição a quem o fizesse, desta forma talvez reduzisse drasticamente o número de ocorrências de acidentes com gravidade e em alguns casos, já vários até, mortais. Quanto aos nossos poços e fechas, lagoas ou cascatas, são e serão sempre protegidas do turismo de massas, felizmente a maioria deles encontram-se em locais remotos e de acesso muito difícil, o que impossibilita na maioria dos casos uma visita. Fafião tem no entanto um legado ímpar natural, dentro do Parque Nacional. É um orgulho para todos.

 


Art Nature Fest

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Programa Art Nature Fest 2018

Este documento tem como objetivo enunciar as várias atividades que vão acontecer durante o festival Fafião Art Nature Fest.
Todos os artistas presentes no programa estão confirmados.
O programa pode estar sujeito a alterações. O propósito da organização do festival é a participação e colaboração entre os vários artistas, assim as várias atividades espontâneas que possam ser geradas da interação entre os artistas que participam não estão enumeradas no programa.
A todas as atividades enumeradas está inerente a necessidade de recursos humanos e materiais. No que diz respeito aos recursos humanos a comunidade local é totalmente indispensável em todo o processo de produção e materialização deste festival. A equipa de organização do festival, artistas e outros participantes são também elementos fundamentais.

COMUNIDADE

Atividades protagonizadas pela comunidade local

Percursos Comunitários – percursos pedestres desenhados pela comunidade e conduzidos pelo guia comunitário.

Workshops da Comunidade – dinamizados pela população local para o público em geral;

Mercado da Aldeia – mercado comunitário com produtos da aldeia que pretende dar a conhecer os produtos locais.

Refeições Comunitárias – comida tradicional elaborada por elementos da comunidade local.

Contos dos Lobos – histórias e lendas contadas por elementos da comunidade local.

Queimada Galega – recriação da queimada galega protagonizada pelo Padre Fontes.

MÚSICA

6+6 (PT)
Berru Sound System (PT)
Big Red Panda (PT)
De Turquoise (PT)
Hornfels (PT)
Marias Gaiteiras (PT)
Manolin Selector (ES)
Mister Teaser (PT)
Neno Albino + Live Av (ES)
rnd(3) (PT)
Topsy Turvy (PT)
zero_one + Live Av (PT)

TEATRO E PERFORMANCE

Animal Belo – Henrique Apolinário (PT)
Performance de Dança e Música ao Vivo – Svenja Tiger (DE) e Kauê Gindri (BR)
Covil – Henrique Apolinário (PT) e Raquel de Lima (PT)
Trio Giro (PT)

INSTALAÇÕES

Displacements – Monika Reut (POL)
Lobo à Solta – Colectivo berru (PT)
Presencias Metafisicas – Martin del Litto (AR)
Instalações criadas na residência artística.

ECOMUSEU

Exposições de Pintura, Escultura e Fotografia
Projeções de Curtas Metragens

Faça Nascer uma Floresta

Convidamos todos os nossos amigos para esta missão de combater o maior flagelo que tem atingido o nosso país, venham plantar uma árvore em Fafião, é uma acção comunitária que temos vindo a desenvolver ao longo destes últimos anos, e do qual nos orgulhamos, porque em algumas das regiões os resultados têm sido surpreendentes. Para este evento o preço de inscrição é de 10€, que servem para o habitual almoço composto pela tradicional Massa à Vezeireiro, enraizado pela Vezeira e pela Serra do Gerês e instrinsecamente ligada à nossa Aldeia transmontana de Fafião. Deixamos a página obrigatória de inscrição aqui em baixo, uma inscrição por folha.

Inscrição na Plantação 24 Março 2018

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